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O Menino Marrom

Da Obra de Ziraldo

Adaptação de Edgar Rizzo.

 

O TÉSPIS.

O Grupo de Teatro Téspis foi fundado em 1974 e já realizou espetáculos infantis e espetáculos adultos, sempre com o ideal de produzir arte buscando novas linguagens. O Grupo conta com uma sede onde funcionam o escritório, salas de ensaios, reuniões, oficinas e cursos de aperfeiçoamento teatral.

O Téspis há vários anos recebe o reconhecimento por seu trabalho qualitativo e inovador através do público (100.000 expectadores com a peça “O Menino Maluquinho”) e dos vários prêmios ganhos como: Prêmios APTC (Associação dos Produtores Teatrais de Campinas); Prêmio Minc_Fundacem; 3 indicações para o MAMBEMBE; 3 prêmios APCA/92 (Associação Paulista dos Críticos de Arte); Indicação para o MOLIÉRE dentre outros.

As ultimas montagens do Grupo de Teatro Téspis foram “Geração Trianon” e “Dois Perdidos numa noite suja”, peça para adultos e “O Mistério da Sombra Perdida”, peça para crianças.

A EQUIPE.

O elenco reunido para a montagem do espetáculo “O Menino Marrom” é composto de profissionais de teatro. A direção é de Christian Schlosser e Supervisão de Edgar Rizzo, diretor de teatro também formado em pedagogia. Estudioso das linguagens da encenação infantil, já produziu e dirigiu mais de 40 espetáculos tendo recebido vários prêmios, inclusive sendo indicado para o prêmio MOLIÉRE em 1991.

A direção musical é de Rafael Smeke, psicólogo e músico que pesquisa a influência da sonoridade na formação da criança através de seus estudos de psicologia. Os cenários e adereços são de José Roverato, artista plástico e cenógrafo premiado por vários trabalhos cujos resultados foram frutos de sua preocupação com a criação de uma nova linguagem na concepção do espaço cênico pleno de dinamismo e elementos móveis que estimulam a fantasia.

Os figurinos são de Ângela Azevedo e Maria Aguirre, jornalista e autora de obras infantis, adequados a movimentação dos atores e a proposta lúdica da encenação.
Os atores são formados em artes cênicas na Unicamp e outras instituições como o Conservatório Carlos Gomes. São eles: Crisciely Gonçalves, Erich Peixoto, Kriziane Cruz, Mariana Sonati, William Rodrigues, Yvan Francisco.

APRESENTAÇÃO.

O Menino Marrom
"Sua pele era cor de chocolate. As bolinhas dos olhos pareciam duas jabuticabas: pretinhas. Os cabelos eram enroladinhos e fofos. Pareciam uma esponja."

http://www.ziraldo.com.br/

O Menino Marrom, da obra de Ziraldo é um livro repleto de ternura com enfoque na amizade de dois meninos, um escuro e outro claro. Através da convivência aventureira dessas crianças em suas várias faixas etárias, o autor pontua as diferenças humanas realçando em alguns momentos os preconceitos. Por conta deste tema de relevada importância, o Grupo de Teatro Téspis monta a peça o “O Menino Marrom”. O livro foi editado pela primeira vez em 1986.

A história conta de um menino marrom, mas fala também de um menino cor-de-rosa. São dois perguntadores inveterados e vão querer descobrir juntos os mistérios das cores. Serão muitas as perguntas e muitas serão as respostas.

Esta original obra serviu como roteiro-base, sobre o qual o Grupo Téspis pôde trabalhar livremente.

A MONTAGEM.

O Grupo Téspis, dando continuidade ao seu trabalho de pesquisa e busca de uma linguagem infantil adequada aos dias atuais e ainda preocupado com a educação integral que provoque a reflexão da criança através do lazer e do entretenimento monta “O Menino Marrom” cuja história enfoca a amizade, o preconceito e as diferenças.

Psicologicamente, a amizade, o preconceito e as diferenças entre os indivíduos são vivenciados através da identificação da criança com os personagens em seu habitat cênico. A montagem visa seguir os conceitos da Psicologia Infantil (Arthur Jesild – A Psicologia da Criança – 1967.) trabalhando a emoção, a imitação e a socialização. As imaginações de uma criança, que muitas vezes são bastante extravagantes, refletem sua vida emocional transformando seus sentimentos, a começar pela imitação, passando pela comparação até a sua liberdade intelectual.

“No nosso mundo industrial e urbano, pode-se dizer que a feiúra, a banalidade, o excêntrico, o disforme, o medíocre, o repetitivo, o insípido, o sem estilo e sem interesse constituem mais do que um acidente histórico ou o produto de uma degradação ocasional daquilo que poderíamos chamar de ”O gosto”, (Louis Porcher – Educação Artística – Luxo ou Necessidade, 1982.)

Considerando esta afirmativa, o Grupo de Teatro Téspis procura em sua montagem de “O Menino Marrom” resgatar a beleza das coisas simples para preencher os espaços da feiúra do meio ambiente. A concepção do espetáculo segue a linha adotada pelo Grupo desde sua fundação, isto é, a linha da simplicidade e criatividade dando ênfase ao trabalho do ator, utilizando sua emoção e buscando uma linguagem artística universal desenvolvendo a expressão corporal e a musicalidade como fundamentais para a plasticidade do espetáculo.

O espetáculo segue uma linha construtivista Piagetiana, que consiste na construção do conhecimento. Isso se consegue nas cenas através da utilização de cubos móveis coloridos, estandartes e bandeiras, cartazes coloridos e modificáveis conforme iluminação específica que proporciona ao espectador a possibilidade de vivenciar a transformação dos personagens através dos princípios Aristotélicos da ação, do espaço e do tempo.

Utilizando o conceito de Louis Porcher, em que um músico deve buscar a transposição pictórica de obras musicais, a transposição musical de obras pictóricas ou verbais de acordo com a modulação dos gestos em função das sensações (Educação Artística – Luxo ou Necessidade, 1982.) o Grupo Téspis utiliza a música no espetáculo “O Menino Marrom”, valorizando o folclore e as cantigas de roda, bem como a sonoridade do ritmo e da rima das palavras do texto possibilitando uma visualização mais ampla da temática do livro de Ziraldo que seria a convivência com as diferenças e a erradicação dos preconceitos.

Emoldurando e complementando a cena, os figurinos, adereços e bonecos se utilizam de materiais recicláveis, tecidos, madeira e espumas encaixando-se perfeitamente na proposta da simplicidade e da criatividade, que usados com muita graça, despertarão a fantasia do espectador. Os bonecos gigantes serão confeccionados pelo Ateliê e Teatro Inventor de Sonhos – 1° Teatro de Bonecos do Estado de São Paulo.

O AUTOR.

Ziraldo Alves Pinto iniciou sua carreira na revista “O Cruzeiro”, em 1960, onde criou um dos mais conhecidos personagens brasileiros da história em quadrinhos, o Saci Pererê. Colaborador de revistas e cartunista do “Jornal do Brasil”, Ziraldo foi também um dos fundadores do jornal “O Pasquim”. Escreveu e ilustrou inúmeros livros de literatura infantil e juvenil. “O Menino Maluquinho” recebeu em 1981 o Prêmio Jabuti de literatura.

Ziraldo Alves Pinto nasceu no dia 24 de outubro de 1932, em Caratinga, Minas Gerais. Começou sua carreira nos anos 50 em jornais e revistas de expressão, como Jornal do Brasil, O Cruzeiro, Folha de Minas, etc. Além de pintor, é cartazista, jornalista, teatrólogo, chargista, caricaturista e escritor.

A fama começou a vir nos anos 60, com o lançamento da primeira revista em quadrinhos brasileira feita por um só autor: A Turma do Pererê. Durante a Ditadura Militar (1964-1984) fundou com outros humoristas O Pasquim - um jornal não-conformista que fez escola, e até hoje nos deixa saudades. Seus quadrinhos para adultos, especialmente The Supermãe e Mineirinho - o Comequieto, também contam com uma legião de admiradores.

Em 1969 Ziraldo publicou o seu primeiro livro infantil, FLICTS, que conquistou fãs em todo o mundo. A partir de 1979 concentrou-se na produção de livros para crianças, e em 1980 lançou O Menino Maluquinho, um dos maiores fenômenos editoriais no Brasil de todos os tempos. O livro já foi adaptado com grande sucesso para teatro, quadrinhos, ópera infantil, videogame, Internet e cinema.

Os trabalhos de Ziraldo já foram traduzidos para diversos idiomas, como inglês, espanhol, alemão, francês, italiano e basco, e representam o talento e o humor brasileiros no mundo.

http://www.ziraldo.com.br/

 


ADAPTAÇÃO E SUPERVISÃO.

A adaptação e supervisão são de Edgar Rizzo, fundador do Grupo de Teatro Téspis. Formado em Teatro, Pedagogia e Orientação Educacional, sempre se utilizou das artes cênicas no desenvolvimento da sociabilidade, cidadania, afetividade, criatividade e do espírito crítico de seus alunos e espectadores. Escreveu vários textos para teatro, adaptação e direção de “O Menino Maluquinho” e foi indicado para o prêmio “Molière” de teatro infantil em 1990 com a direção do “Cavalo Transparente” de Sylvia Orthof.

O DIRETOR.

O Diretor Christian Schlosser é ator, diretor e professor do Grupo de Teatro Téspis. Formado em Artes Cênicas pela Unicamp, dirigiu e atuou em diversas peças, como: Morte e Vida Severina, Geração Trianon, O Mistério da Sombra perdida e O Menino Maluquinho.

CONTEÚDOS PEDAGÓGICOS.

1. Desenvolver a audição.
A audição é o primeiro sentido a se desenvolver na criança. A peça proporciona o estudo dos sons com música ao vivo e sonoplastia composta através de instrumentos sonoros que poderão ser confeccionados por crianças como copos plásticos, tampinhas de garrafas, etc.
Atividade lúdica. Formar uma bandinha rítmica com chocalhos de latinhas de refrigerantes, pandeiros de tampinhas, reco-recos de bambus, etc.

2. Folclore.
Estimular o estudo do folclore como elemento importante de nossa cultura. Na peça os atores andam de pernas de pau, bonecos gigantes, brincadeiras de roda, de cabra cega, gato e rato, ovo choco e outros.

Atividade lúdica. Promover o folclore, mesmo que não seja o “mês de agosto” pois sempre é tempo de cultura popular, através de brincadeiras muitas vezes esquecidas pelas crianças.

3. Mímica.
Estimular a comunicação através de jogos dramáticos, mímicas e charadas, onde a linguagem ampliada abre as portas da cultura geral.

Atividade lúdica. Montar pequenas cenas em que os alunos possam se comunicar sem usar palavras. Estimular também a confecção de fantoches de isopor ou com meias velhas para que a criança tímida possa se desenvolver na comunicação.

 

FICHA TÉCNICA.

O Menino Marrom (De Ziraldo)
Adaptação: Edgar Rizzo

Músicas: Rafael Smeke e Edgar Rizzo
Cenário: José Roverato
Figurino: Ângela Azevedo e Maria Aguirre
Confecção Figurino: Maria Aguirre
Adereços: José Roverato
Elenco:
Crisciely Gonçalves
Erich Peixoto
Kriziane Cruz
Mariana Sonati
William Rodrigues
Yvan Francisco

Direção Musical: Rafael Smeke
Direção: Christian Schlosser
Supervisão: Edgar Rizzo

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